*Natália de Carvalho Teixeira

Desde o ano passado, a população mundial precisou se adaptar a um novo estilo de vida. O isolamento social se fez necessário para tentar frear a transmissão do novo coronavírus. Como consequência, muitas medidas foram adotadas, como o fechamento de escolas, restaurantes e comércio. Assim, as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e precisaram organizar sua rotina em função dos cuidados com a família, trabalho, estudos e saúde.
Este cenário descrito acima, por si só, já é o suficiente para gerar alterações emocionais que impactam diretamente na alimentação. A grande ansiedade gerada pelas incertezas do momento são um gatilho para a busca por conforto na alimentação. Aliado a isso, a grande oferta de aplicativos de entrega de comida (geralmente com grande fartura de lanches rápidos e calóricos) fez com que a população, de uma maneira geral, estivesse mais propensa a um desequilíbrio alimentar que pode trazer graves consequências.
A limitação do acesso a locais para a prática de atividades físicas finaliza esse pacote de condições prejudiciais à saúde da população.
Pouco mais de um ano após o início desse período, e em meio a incertezas sobre quando as coisas voltarão ao seu 100% normal e seguro, é necessário superar a inércia e tomar alguma atitude. Uma estratégia para administrar todos os fenômenos que nos cercam é o planejamento alimentar. É importante dar a nossa alimentação a importância e o tempo que ela merece. Incluir nas compras opções de alimentos in natura, como frutas, verduras, leite, ovos, carnes, cereais e leguminosas é o primeiro passo para buscar uma alimentação mais saudável. Estar em harmonia com a cozinha e estabelecer uma rotina em que cozinhar tenha um espaço garantido, também é essencial para transformar estes ingredientes em refeições saborosas e balanceadas.

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A falta de organização das tarefas diárias acaba fazendo com que não sobre tempo para cozinhar e nos obriga a nos entregar a refeições prontas, rápidas e muitas vezes pouco saudáveis. E se o tempo está corrido, ou a habilidade na cozinha não está entre os pontos fortes, as entregas podem sim ser uma boa opção. Basta fazer escolhas mais assertivas. Existe uma grande oferta de marmitas com refeições caseiras (arroz, feijão, vegetais saladas e carne) que podem nos auxiliar a manter uma variedade de nutrientes necessários para o nosso corpo.
Por fim, é importante lembrar que uma alimentação saudável é feita de equilíbrio. Não há nenhum problema em pedir um lanche na sua casa e compartilhar esse momento com a sua família. O importante é priorizar o planejamento de uma alimentação saudável no seu dia a dia, e não pensar no que irá comer apenas no momento em que a fome chegar.

*Natália de Carvalho Teixeira é Doutora em Ciências de Alimentos, Nutricionista e Coordenadora do Curso de Nutrição da Faculdade Kennedy.

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